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Av. Saturnino Olinto, 1851
Bairro Campo do Gado
Rio Negro - PR

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O Município |
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A cidade de Rio Negro outrora pertencente a São Paulo, como
parte integrante da antiga Comarca de Paranaguá e Curitiba, hoje Estado do
Paraná, era habitada nos seus primórdios pelos índios botocudos, que dominavam
as matas da encosta marítima da Serra do Mar até o rio Timbó, nas bacias dos
rios Negro e Iguaçu ao norte, até o rio do Peixe, na Bacia do Pelotas, ao
sul.
Esta região era atravessada por tropeiros que conduziam o gado de
Viamão, Rio Grande do Sul, à Sorocaba, em São Paulo. Devido aos prejuízos
vultuosos e perigos causados pelos difíceis caminhos abertos pelo próprio gado,
em 1816 os tropeiros requerem junto a D. João VI a abertura de uma estrada
ligando a Estrada do Campo do Tenente (Lapa), no Paraná, à Campo Alto (Lages),
em Santa Catarina.
O que existia com o nome de “Estrada da Mata” era tão
somente uma vereda aberta pelo próprio gado, só trilhada quando necessário. A
história de Rio Negro confunde-se com a da “Estrada da Mata”, aonde passavam os
bravos tropeiros, conduzindo o gado.
Em 1826 é iniciada a construção da
“Estrada da Mata”, sendo João da Silva Machado, futuro “Barão de Antonina”, o
responsável pela obra e fiscalização dos trabalhadores.
Depois dos
tropeiros foram chegando os imigrantes a então “Capela da Mata”.
A
elevação da Capela Provisória à Capela Curada data de 26 de julho de
1828.
Rio Negro passou de Capela Curada à Freguesia do Senhor Bom Jesus
de Rio Negro em 28 de fevereiro de 1838 e, elevada à Vila, em 02 de abril de
1870.
No dia 15 de novembro de 1870 fez-se a primeira eleição de
vereadores e a 15 de novembro do mesmo ano deu-se a instalação do Município de
Rio Negro, com a posse da primeira Câmara de Vereadores.
Em 1916, com o
fim da Guerra do Contestado, foi estabelecido o acordo de limites entre Paraná e
Santa Catarina, e parte do município de Rio Negro foi desmembrada originando as
cidades de Itaiópolis, Três Barras e Mafra.
Tropeiros
Em Rio Negro
existe o Clube de Tropeiros “Estrada da Mata”, que tem por objetivo resgatar a
história dos tropeiros e do município, como surgiram, quais os primeiros
moradores, sua etnia e manter um relacionamento de confraternização, amizade e
lealdade, preservando os costumes e tradição do tropeirismo.
Imigrantes
Os alemães
Em Rio Negro, onde existia um pequeno
povoado com o nome de “Capela da Estrada da Mata” com 108 moradores em 1828,
localizaram-se famílias alemãs, que teriam embarcado no veleiro alemão Charlote
Louise em 30 de junho de 1828, portanto de conformidade com os planos do Governo
Imperial em atrair imigrantes europeus ao nosso país. Apesar de terem aportado
no Rio de Janeiro em 02 de outubro, somente em janeiro de 1829 chegaram em
Antonina, e seu destino foi alcançado em 06 de fevereiro de 1829. (NADALIN,
1969, p02).
Houve duas remessas de colonos alemães para Rio Negro, a
pedido do Barão de Antonina que, “para garantir a subsistência própria, tiveram
de derrubar as matas, deslocar terras para revolvê-la e plantar o cereal
necessário à vida” (CENTENÁRIO, Livro do 1929, p37). Com a chegada desses
colonos, a povoação ganha impulso e cria um movimento notável para a
época.
Os bucovinos
A origem dos bucovinos está na Baviera
(Bayerischerwald), sul da Alemanha, de onde emigraram para o Böhmerwald (na
Boêmia, atualmente República Tcheca) em fins do século XVIII. Em 1838/1840,
foram para a Bucovina, hoje Romênia.
Em 1887 e 1888, imigraram para o
Brasil, em duas levas, mais especificadamente, Rio Negro (PR) num total de 77
famílias, 377 pessoas onde realizaram as tarefas de desbravamento, a começar
pela derrubada das matas para o plantio e estabelecimento de sua cultura. Os
bucovinos ocuparam largo setor de atividades econômicas conquistando relativa
prosperidade, conservando, porém, algumas características específicas,
representadas, sobretudo pela língua, tradições e costumes.
Os
poloneses
Em 1890 Rio Negro recebeu uma grande leva de colonos poloneses
destinados à colônia Lucena, então pertencente a Rio Negro. Hoje a antiga
colônia pertence ao próspero município de Itaiópolis, Santa Catarina,
desmembrado de Rio Negro através do Acordo de Limites entre Paraná e Santa
Catarina, em 1916.
Os imigrantes poloneses marcaram sua forte presença
no município em 1891. Alojaram-se em um barracão, às margens do rio Negro, onde
viviam com imigrantes de outras origens em condições precárias. Foram
surpreendidos por uma enchente avassaladora, quando o representante dos
imigrantes, registrava em cartório um ou dois mortos, todos os dias. Assim as
epidemias causadas pós-enchente mataram mais de trezentos imigrantes poloneses,
sem contar os que foram mortos por ocasião do Cerco da Lapa, quando lutaram como
verdadeiros heróis. |
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